Je suis douce comme
une pamplemousse
tombée que l' on ramasse
en or et fièvre coulante
que vc aquece
vc mexe
eu, mexerica
bom dia e nice dreams
A gente só vive uma vez, certo? Chama... igual intensidade. A gente olha em volta a toda hora... Isso é movimento... igual curiosidade. A gente também gosta de trocar figurinha... molecagem... e eros... No quintal, na mesa, na cama... tanto faz: nos encontramos como corpos celestes... e faremos chover estrelas
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Copa
Meu querido N,
Da próxima vez que vc enfiar a mão dentro da minha blusa, vai com tudo, desabotoa meu sutiã, me deixa pelada com roupa, no meio dos olhares vestidos, lingerie, sei que vc tem um fraco por isso, me deixa nua só de me olhar, faz charme com a franja, aproveita, logo vc vai ficar careca, que nem o teu pai, mas não fica só posando, não, tira os nós do meu All Star e aqueles que vc deixou na minha garganta, só não sequei por que encharco fácil, até com vc e olha que eu nem ligo nem te amo mais. Fica comigo, eu e vc somos poeira de ossos, doadores de órgãos e acordeons, de anjos caídos, vi um homem com pele de carvão bebendo água da sarjeta, sei que vc se sente mais sujo que isso e eu também, necessito esse Copacabana Palace de lixo, vou te mostrar pra que servem 2 dedos (enfiados nas tuas entranhas) de prosa, vc diz gostar de arte mas escreve tudo limpinho, tão impune quanto lâmina de faca sem pressa.
Termina o que vc começou ou eu termino com vc.
Pronto. Acabou.
Bj, meu amor de nunca
Da próxima vez que vc enfiar a mão dentro da minha blusa, vai com tudo, desabotoa meu sutiã, me deixa pelada com roupa, no meio dos olhares vestidos, lingerie, sei que vc tem um fraco por isso, me deixa nua só de me olhar, faz charme com a franja, aproveita, logo vc vai ficar careca, que nem o teu pai, mas não fica só posando, não, tira os nós do meu All Star e aqueles que vc deixou na minha garganta, só não sequei por que encharco fácil, até com vc e olha que eu nem ligo nem te amo mais. Fica comigo, eu e vc somos poeira de ossos, doadores de órgãos e acordeons, de anjos caídos, vi um homem com pele de carvão bebendo água da sarjeta, sei que vc se sente mais sujo que isso e eu também, necessito esse Copacabana Palace de lixo, vou te mostrar pra que servem 2 dedos (enfiados nas tuas entranhas) de prosa, vc diz gostar de arte mas escreve tudo limpinho, tão impune quanto lâmina de faca sem pressa.
Termina o que vc começou ou eu termino com vc.
Pronto. Acabou.
Bj, meu amor de nunca
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Workstation
bom é sonhar acordada
de madrugada
sonhar de manhã
diante das waveforms coloridas
alarmes e tubos soantes
na UTI tudo é vibrante
me espalho e sou um sexo
em pé, it's when you ravish me
recolho and then I play you
de madrugada
sonhar de manhã
diante das waveforms coloridas
alarmes e tubos soantes
na UTI tudo é vibrante
me espalho e sou um sexo
em pé, it's when you ravish me
recolho and then I play you
terça-feira, 21 de setembro de 2010
As horas
Piores horas
são as juntas de
tomar remédios
com uma piscina
xixi ardido
com náusea
Melh'oras
não ter dor
olhar do lado, teu cheiro
no espelho
escorrer teus poros
são as juntas de
tomar remédios
com uma piscina
xixi ardido
com náusea
Melh'oras
não ter dor
olhar do lado, teu cheiro
no espelho
escorrer teus poros
sábado, 18 de setembro de 2010
Eu-te-amo, cara
Meu querido W,
Eu-te-amo, cara, esse menino que tem aí dentro, que treme porque seu pai ligou, de olho brilhante pelo esporte, eu te amo, cara, quando vc diz "romance", vc vai ver o ninho das corujas, quando vc diz "putaria", aí vc idealiza sua filha, é autoconfiante e se sente "um merda", se sente gordo, e me pega pra eu não bater a cabeça, pra eu não cair da cama, gosta de foder de quatro, me chama de baby, gosta de me lamber, me acha bonita, e também tem pressa de tomar banho, me acha criança e quer ir embora logo. Eu te amo e isso você não vai saber, cara, nunquinha, sou caminhão cegonha cego. Mas não vou te atropelar. Tenho mais medo ainda de te perder no fog do trânsito da Marginal, da Faria Lima, na poeira dos aeroportos e dos conference calls. Então sou tua Penélope de vidro, portable, tua sereia de gesso, se cair ou molhar eu já era... Posso ser tua assim: fico grande fico diminuta e às vezes acho que não "vim pra viver neste mundo". Mas vc mora lá, vou criar barbatanas e chegar no teu mar.
Bj, meu amor pra sempre
Eu-te-amo, cara, esse menino que tem aí dentro, que treme porque seu pai ligou, de olho brilhante pelo esporte, eu te amo, cara, quando vc diz "romance", vc vai ver o ninho das corujas, quando vc diz "putaria", aí vc idealiza sua filha, é autoconfiante e se sente "um merda", se sente gordo, e me pega pra eu não bater a cabeça, pra eu não cair da cama, gosta de foder de quatro, me chama de baby, gosta de me lamber, me acha bonita, e também tem pressa de tomar banho, me acha criança e quer ir embora logo. Eu te amo e isso você não vai saber, cara, nunquinha, sou caminhão cegonha cego. Mas não vou te atropelar. Tenho mais medo ainda de te perder no fog do trânsito da Marginal, da Faria Lima, na poeira dos aeroportos e dos conference calls. Então sou tua Penélope de vidro, portable, tua sereia de gesso, se cair ou molhar eu já era... Posso ser tua assim: fico grande fico diminuta e às vezes acho que não "vim pra viver neste mundo". Mas vc mora lá, vou criar barbatanas e chegar no teu mar.
Bj, meu amor pra sempre
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
O coração e a odalisca
Meu querido W,
A cidade bate nosso coração. Como é o coração da madrugada? Terno ou sangrento (como dizia o Guilherme de Almeida)? Malandro ou nojento? E como está o coração de Lisboa?
5h: Frio na nuca e estremeço. Perto do Trianon, meninos na ativa... quem sabe o último cliente? Ninguém liga pro canto que pássaros automáticos insistem em fazer soar, apesar das cancelas dos estacionamentos matinais estarem quietas, as ruas vazias, com passos apertados, poças brilhantes e papéis de Halls rodopiando. Uma beleza de odalisca (desnuda e pra poucos espectadores). Um dos meninos dá uns pulinhos... de frio? Pudera, profissa, ele fica sem camisa, pra mostrar o peito sarado e a barriga tanquinho. Passamos mas ele mexe com a gente. O negócio era comigo: "Ô mina loira da bundinha!" (?!) Na conversa entremeada de susto sussurrado ("vambora, E.!") ele elogiou e pediu de brilho a ecstasy. Ganhou camisinha, Sonho de Valsa, convite pra expo de literatura, era o que eu tinha no bolso... Depois ele deduziu a partir do vermelho do meu rosto (vc veio da Augusta a pé) e pelo cheiro do cabelo (a balada é o Sar..., né?). Agradeceu com mais elogios ("fala sério com esse bocão, falta um pouco de peito mas o resto tá jóia hahaha!). Um gentleman.
Novos passos enxergam o ritmo, amanheceu. Automóveis, garis, carrinhos de bebê vão se ocupar do parque. Então, com o sol enxotando a madrugada, penso no mundo A, que ainda dorme (como eu, que estava adormecida) enquanto eu desvendo o lado B. Vou tirando peça por peça de blocos de cimento, asfalto, poeira, buzinas, janela de alumínio, anéis, meia, sutiã... fico só pele. Sou tua odalisca... brilho de outro mundo que vc penetra... de pele a pele, não somos tão diferentes... E eu gosto (me gustas tu) assim.
Bj, sweetie e boa sorte nos games
A cidade bate nosso coração. Como é o coração da madrugada? Terno ou sangrento (como dizia o Guilherme de Almeida)? Malandro ou nojento? E como está o coração de Lisboa?
5h: Frio na nuca e estremeço. Perto do Trianon, meninos na ativa... quem sabe o último cliente? Ninguém liga pro canto que pássaros automáticos insistem em fazer soar, apesar das cancelas dos estacionamentos matinais estarem quietas, as ruas vazias, com passos apertados, poças brilhantes e papéis de Halls rodopiando. Uma beleza de odalisca (desnuda e pra poucos espectadores). Um dos meninos dá uns pulinhos... de frio? Pudera, profissa, ele fica sem camisa, pra mostrar o peito sarado e a barriga tanquinho. Passamos mas ele mexe com a gente. O negócio era comigo: "Ô mina loira da bundinha!" (?!) Na conversa entremeada de susto sussurrado ("vambora, E.!") ele elogiou e pediu de brilho a ecstasy. Ganhou camisinha, Sonho de Valsa, convite pra expo de literatura, era o que eu tinha no bolso... Depois ele deduziu a partir do vermelho do meu rosto (vc veio da Augusta a pé) e pelo cheiro do cabelo (a balada é o Sar..., né?). Agradeceu com mais elogios ("fala sério com esse bocão, falta um pouco de peito mas o resto tá jóia hahaha!). Um gentleman.
Novos passos enxergam o ritmo, amanheceu. Automóveis, garis, carrinhos de bebê vão se ocupar do parque. Então, com o sol enxotando a madrugada, penso no mundo A, que ainda dorme (como eu, que estava adormecida) enquanto eu desvendo o lado B. Vou tirando peça por peça de blocos de cimento, asfalto, poeira, buzinas, janela de alumínio, anéis, meia, sutiã... fico só pele. Sou tua odalisca... brilho de outro mundo que vc penetra... de pele a pele, não somos tão diferentes... E eu gosto (me gustas tu) assim.
Bj, sweetie e boa sorte nos games
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