quinta-feira, 7 de junho de 2012

O amor, na real

O amor é... empurrar uma bike
chegar mais cedo no trampo
pedir ajuda pro seu brow
pegar uma camisinha do irmão

Amar é... mandar uma fotinho sua
pedir uma foto dela, nua
encarar um busão
ter coragem, ter tesão
enfrentar fila, portaria
tudo pra comer aquela mina

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Colher de chá

ainda por existir, existo
ainda por te amar, amo
essas pedras, esse chão
me pisar e colher

terça-feira, 8 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

sábado, 17 de março de 2012

can you hear me, major tom?

hoje começo a sair daquele quarto, onde entrei com voce há 2 anos. hoje saio, hoje! mas deixo a porta aberta... vai saber! seguro morreu de velho. aliás ninguem morreu: nem eu, nem você. e nem minha inocência.

subia então as escadas de acrílico transparente iluminado, mas translúcida era minha alma. 36h depois, abria a cortina do box na UTI - a mesma luz. lá deveria estar o Sr. X, esperando minha visita matinal. abri com calma e ele não estava lá. não. no lugar, a cama de casal do quarto kitsch de motel, o quadro, e você me olhando: "aonde vc estava?" "aqui, meu amor". sempre.

sempre. que era pouco. mas vc chamava, eu ia. trânsito, angústia, celular sem sinal, modernidade. espera. tinha medo de tudo isso, e ia. a lingerie pra combinar com o quarto, e ia. depois, era eu quem pedia pra ir. o ministério da saúde adverte: tortura pode viciar.

e um corpo no outro estremece a alma. esquenta, arranha e brilha. eu tinha essa estrela doída e, quando nao acontecia, mandava pra sua caixa postal
"fica", mais um beijo, me abraça. inocencia.
"se cuida". so diz isso pra quem te quer bem, vc é tão sabida. preocupação.

então pra encurtar, saio agora... 3, 2, 1, go! can you hear me, major tom?
e já sonho com a Terra, de tão longe... zero gravity

fique bem, e com meu colar de estrelas, sem peso algum...

quarta-feira, 14 de março de 2012

feito assim diferente

se a gente é feito assim
diferente
o meu é achatado, o teu intumescente
eu, branca e você pintado,
camuflado, euquanto eu dizia tudo
ao estremecer

do dia com tua noite

ao me tocar
de roubados, de ilícitos,
de prensados
fiz uma história (você gozou em instantes)
pra ganhar do tempo, da ducha e do xixi
pra virar nuvem, arco e tempestade

rio abaixo, escovamos os dentes
você segue, eu sigo (e tenho medo)

se a gente é feito assim
divergente

quem?

poeta, eu? quem?
não nego, e nem pretendo
compreendo, pouco
de tudo, ares
ocos
fundos
pântanos
e sonho muros
de atravessar