O amor é... empurrar uma bike
chegar mais cedo no trampo
pedir ajuda pro seu brow
pegar uma camisinha do irmão
Amar é... mandar uma fotinho sua
pedir uma foto dela, nua
encarar um busão
ter coragem, ter tesão
enfrentar fila, portaria
tudo pra comer aquela mina
A gente só vive uma vez, certo? Chama... igual intensidade. A gente olha em volta a toda hora... Isso é movimento... igual curiosidade. A gente também gosta de trocar figurinha... molecagem... e eros... No quintal, na mesa, na cama... tanto faz: nos encontramos como corpos celestes... e faremos chover estrelas
quinta-feira, 7 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Colher de chá
ainda por existir, existo
ainda por te amar, amo
essas pedras, esse chão
me pisar e colher
ainda por te amar, amo
essas pedras, esse chão
me pisar e colher
terça-feira, 8 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
sábado, 17 de março de 2012
can you hear me, major tom?
hoje começo a sair daquele quarto, onde entrei com voce há 2 anos. hoje saio, hoje! mas deixo a porta aberta... vai saber! seguro morreu de velho. aliás ninguem morreu: nem eu, nem você. e nem minha inocência.
subia então as escadas de acrílico transparente iluminado, mas translúcida era minha alma. 36h depois, abria a cortina do box na UTI - a mesma luz. lá deveria estar o Sr. X, esperando minha visita matinal. abri com calma e ele não estava lá. não. no lugar, a cama de casal do quarto kitsch de motel, o quadro, e você me olhando: "aonde vc estava?" "aqui, meu amor". sempre.
sempre. que era pouco. mas vc chamava, eu ia. trânsito, angústia, celular sem sinal, modernidade. espera. tinha medo de tudo isso, e ia. a lingerie pra combinar com o quarto, e ia. depois, era eu quem pedia pra ir. o ministério da saúde adverte: tortura pode viciar.
e um corpo no outro estremece a alma. esquenta, arranha e brilha. eu tinha essa estrela doída e, quando nao acontecia, mandava pra sua caixa postal
"fica", mais um beijo, me abraça. inocencia.
"se cuida". so diz isso pra quem te quer bem, vc é tão sabida. preocupação.
então pra encurtar, saio agora... 3, 2, 1, go! can you hear me, major tom?
e já sonho com a Terra, de tão longe... zero gravity
fique bem, e com meu colar de estrelas, sem peso algum...
subia então as escadas de acrílico transparente iluminado, mas translúcida era minha alma. 36h depois, abria a cortina do box na UTI - a mesma luz. lá deveria estar o Sr. X, esperando minha visita matinal. abri com calma e ele não estava lá. não. no lugar, a cama de casal do quarto kitsch de motel, o quadro, e você me olhando: "aonde vc estava?" "aqui, meu amor". sempre.
sempre. que era pouco. mas vc chamava, eu ia. trânsito, angústia, celular sem sinal, modernidade. espera. tinha medo de tudo isso, e ia. a lingerie pra combinar com o quarto, e ia. depois, era eu quem pedia pra ir. o ministério da saúde adverte: tortura pode viciar.
e um corpo no outro estremece a alma. esquenta, arranha e brilha. eu tinha essa estrela doída e, quando nao acontecia, mandava pra sua caixa postal
"fica", mais um beijo, me abraça. inocencia.
"se cuida". so diz isso pra quem te quer bem, vc é tão sabida. preocupação.
então pra encurtar, saio agora... 3, 2, 1, go! can you hear me, major tom?
e já sonho com a Terra, de tão longe... zero gravity
fique bem, e com meu colar de estrelas, sem peso algum...
quarta-feira, 14 de março de 2012
feito assim diferente
se a gente é feito assim
diferente
o meu é achatado, o teu intumescente
eu, branca e você pintado,
camuflado, euquanto eu dizia tudo
ao estremecer
do dia com tua noite
ao me tocar
de roubados, de ilícitos,
de prensados
fiz uma história (você gozou em instantes)
pra ganhar do tempo, da ducha e do xixi
pra virar nuvem, arco e tempestade
rio abaixo, escovamos os dentes
você segue, eu sigo (e tenho medo)
se a gente é feito assim
divergente
diferente
o meu é achatado, o teu intumescente
eu, branca e você pintado,
camuflado, euquanto eu dizia tudo
ao estremecer
do dia com tua noite
ao me tocar
de roubados, de ilícitos,
de prensados
fiz uma história (você gozou em instantes)
pra ganhar do tempo, da ducha e do xixi
pra virar nuvem, arco e tempestade
rio abaixo, escovamos os dentes
você segue, eu sigo (e tenho medo)
se a gente é feito assim
divergente
quem?
poeta, eu? quem?
não nego, e nem pretendo
compreendo, pouco
de tudo, ares
ocos
fundos
pântanos
e sonho muros
de atravessar
não nego, e nem pretendo
compreendo, pouco
de tudo, ares
ocos
fundos
pântanos
e sonho muros
de atravessar
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