Tá chovendo aí? Chuva na pele, naquele pedacinho q sempre molha...
e arrepia... me lembra vc Vc sempre chegava igual. Passos macios, de gato.
Cansado, se desfazia da mochila, do celular, da roupa,
as palavras escapavam da boca displicentes, toda urgência
concentrada no cume macio. Podia sentir tua pressa. A minha,
feita do barro de respiração e desconforto, pelos e mamilos
em corte lateral, na metade da luz, as contrações fortes
entre as coxas. Vc me tomava com nonchalance, até, como se
não houvesse aquela agudeza de momentum. Eu te satisfazia,
aplicadamente. Depois, não era mais a boa aluna. Fugia, permitia,
dilatava espaços, curvas, meandros. Teu corpo tremia. Até que
toda a pele ficasse delgada, o suor inundasse o beijo, a respiração
ensurdecesse a mente. Meu calor misturava com o teu, minha alegria,
minha tristeza, meus sonhos, teus ideais de bom moço, a porra
que vc chamava de sujeira, o quarto de motel, o amor confinado
e inconfessável. O amor do boi pelo abatedouro. Ainda assim um amor delicado, que minha pele não esquece...
Nem a chuva.
Bj, sweetie, nice shabbat Enviado via iPhone
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