Meu querido W,
Acredita que eu entendi Aristóteles num sonho?
E no sonho era assim: um campo com mato alto, a luz amarelo seleção canarinho, precisão ultrarrealista dos contornos dos corpos se mexendo, da mulher deitada, digo de suas coxas que as coxas fortes do homem afasta. Com a saia da mulher um pouco levantada, logo avista-se seu sexo, de um rosa chiclete lambuzado de saliva, brilhante. O membro do homem procurou a entrada e achou, vai forçando um caminho. Ele afasta mais as coxas dela, que cede, depois de resistir um pouco (ou se assustar?). Ouço os gemidos de ambos, randômicos no início e depois mais coincidentes, na medida que o ato se acelera. A mão da mulher, pequena, de um branco exsangue, procura a do homem, faz sombra na luz, acha os braços e boca dele. Não vejo seus rostos, apenas sei (de antemão) que a mulher sou eu e que aquele vulto masculino na minha frente é você... acordo.
E fico feliz, baby, por ter sonhado com a gente, transformados em personagens de cartoon, em pleno movimento... (resistir aceitar forçar procurar). Sem saber o que nenhum dos personagens pensou ou sentiu. No fundo sem ligar a mínima pra isso... O ato é a expressão das nossas vontades, é uma síntese... é o que importa e é bom demais assim...
Te espero, amor, te aceito
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