segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A boa anfitriã

Meu querido W,

Vc conhece esses dois?

A vontade era lhe dar um tapa na cara. Sempre atraso, sempre os outros. Saiu-lhe uma mordida na lingua. Mas foi no primeiro beijo, o de acolhida, o da boa anfitriã. Que, como sói, abre logo as portas, digo as pernas, enquanto ele afrouxa o cinto e permite a saída do lento e majestoso pau. Entre testar sua umidade e provar seu gosto na ponta do dedo médio foi o tempo de um gemido e uns dois beijos no pescoço, sentindo o frêmito de lábios, daquele volume túrgido nos seus pelos, de mãos (as suas próprias) procurando as dele, sua cabeça que se inclina e seus joelhos que se dobram. A boca que mordeu se abre pra lamber e chupar a pica do homem... Poderia haver vingança melhor do que reter suas bolas entre seus dentes? Não. Ele treme, quase grita. De dor? Mas ela já não o quer machucar... Prefere continuar sugando-o enquanto oferece toda sua vulva, suas entranhas para que as penetre uma lingua viva e molenga. Que as raspe uma barba de alguns dias. Imagina a paisagem que se lhe descortina: o cu. O olho naquele cuzinho espremido. E se... Depois ele toma conta do jogo, e a penetra de frente, depois de quatro. O poder de antes. O poder do esfincter cede a coxas portentosas, mãos que aprisionam esse desejo de quadris se chocando: "Foge, não", ele ordena, mas com a doçura da veia já embriagada de prazer... Ela aperta o soalho da pelve, o mais que pode... ele goza rápido então. Mas ela o quer ainda, suado, um tanto desmaiado, pesando 96 sobre seus 47 kg de pura franguinha, arfando de tanto beijar seu pescoço, de esfregar suas costas, quase chorando ao tatear pálpebras, cílios adormecidos: "Oi, meu querido, que bom que você chegou... Te amo..."

Bj, te adoro...

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