frio de vento e calor do sol,
queimam,
o desejo de horas, minutos
esticados,
numa cama encontrada,
no fundo do saguão,
abriu a porta,
te beijo, o corpo rijo e
vão, subindo as marés...
A gente só vive uma vez, certo? Chama... igual intensidade. A gente olha em volta a toda hora... Isso é movimento... igual curiosidade. A gente também gosta de trocar figurinha... molecagem... e eros... No quintal, na mesa, na cama... tanto faz: nos encontramos como corpos celestes... e faremos chover estrelas
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Pra ti, Anthony
meu roqueiro favorito tem
mais de 50
marijuanas,
punhetinhas, putinhas no
(pensamento de) quarto de hotel five
stars
(tua mão tão lisinha, W.)
tão upper class
forget
my prayers
nos meus joelhos, o prazer
de abocanhar-te
e o reinado das rosas
mais de 50
marijuanas,
punhetinhas, putinhas no
(pensamento de) quarto de hotel five
stars
(tua mão tão lisinha, W.)
tão upper class
forget
my prayers
nos meus joelhos, o prazer
de abocanhar-te
e o reinado das rosas
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
"Fica!"
Meu querido W,
E aí quando adormeci fui ficando molinha e me desligando, ouvindo cada vez mais a respiração, depois um zumbido. O tal zumbido coclear. Depois de gozar sempre ouço isso muito forte e então logo desmaio por uns minutos. La petite mort, como dizem (a pequena morte). Será a morte barulhenta?
Hoje percorri uma avenida feia e barulhenta. Coisa de uns azulejos antigos. Parei num cemitério. Repara que até os azulejos morrem. E depois ressuscitam numa outra casa, pra outra vida, sem memórias da anterior. Memória.
É isso. Pra não perder nenhuma batida de coração (do teu peito colado ao meu), não deixo a "petite mort" me pegar, roubando a memória. E sigo te querendo mais... dentro... misturados, pesados. Memória é afeto. E o teu fica... "Fica!"
Bj, meu lindo
E aí quando adormeci fui ficando molinha e me desligando, ouvindo cada vez mais a respiração, depois um zumbido. O tal zumbido coclear. Depois de gozar sempre ouço isso muito forte e então logo desmaio por uns minutos. La petite mort, como dizem (a pequena morte). Será a morte barulhenta?
Hoje percorri uma avenida feia e barulhenta. Coisa de uns azulejos antigos. Parei num cemitério. Repara que até os azulejos morrem. E depois ressuscitam numa outra casa, pra outra vida, sem memórias da anterior. Memória.
É isso. Pra não perder nenhuma batida de coração (do teu peito colado ao meu), não deixo a "petite mort" me pegar, roubando a memória. E sigo te querendo mais... dentro... misturados, pesados. Memória é afeto. E o teu fica... "Fica!"
Bj, meu lindo
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Exposed
exposta, a flor delicada
secreta
sucos, facilita
a entrada de insetos
de longas pinças e ganchos
cinzentos
e, canina, menina,
deglute, digere e defeca
secreta
sucos, facilita
a entrada de insetos
de longas pinças e ganchos
cinzentos
e, canina, menina,
deglute, digere e defeca
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Era um domingão
Meu querido W,
Quanta beleza posso aguentar em 1 dia? E vc?
Trepadeiras amanhecendo com flor e perfume, um mosaico de PET colorida que a enxurrada dispôs na baixada, depois uma maria-fedida verde fosforescente do tamanho da polpa do polegar, dá pra suportar? E tudo isso no calor do sol, de short e brisa gelada na nuca, como te contei que pensava. É mais, baby, e a gangorra quase encosta no chão da felicidade...
Mais ainda se fosse eu a trepadeira, lânguida e vc, o muro sólido. Eu, toda enroscada e oferecida e vc, rugoso e absorvente. Então mais eu quero, mas não conto. Sussurro pra brisa, que leva contos e beijinhos até vc.
Saudades de ti...
Quanta beleza posso aguentar em 1 dia? E vc?
Trepadeiras amanhecendo com flor e perfume, um mosaico de PET colorida que a enxurrada dispôs na baixada, depois uma maria-fedida verde fosforescente do tamanho da polpa do polegar, dá pra suportar? E tudo isso no calor do sol, de short e brisa gelada na nuca, como te contei que pensava. É mais, baby, e a gangorra quase encosta no chão da felicidade...
Mais ainda se fosse eu a trepadeira, lânguida e vc, o muro sólido. Eu, toda enroscada e oferecida e vc, rugoso e absorvente. Então mais eu quero, mas não conto. Sussurro pra brisa, que leva contos e beijinhos até vc.
Saudades de ti...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A boa anfitriã
Meu querido W,
Vc conhece esses dois?
A vontade era lhe dar um tapa na cara. Sempre atraso, sempre os outros. Saiu-lhe uma mordida na lingua. Mas foi no primeiro beijo, o de acolhida, o da boa anfitriã. Que, como sói, abre logo as portas, digo as pernas, enquanto ele afrouxa o cinto e permite a saída do lento e majestoso pau. Entre testar sua umidade e provar seu gosto na ponta do dedo médio foi o tempo de um gemido e uns dois beijos no pescoço, sentindo o frêmito de lábios, daquele volume túrgido nos seus pelos, de mãos (as suas próprias) procurando as dele, sua cabeça que se inclina e seus joelhos que se dobram. A boca que mordeu se abre pra lamber e chupar a pica do homem... Poderia haver vingança melhor do que reter suas bolas entre seus dentes? Não. Ele treme, quase grita. De dor? Mas ela já não o quer machucar... Prefere continuar sugando-o enquanto oferece toda sua vulva, suas entranhas para que as penetre uma lingua viva e molenga. Que as raspe uma barba de alguns dias. Imagina a paisagem que se lhe descortina: o cu. O olho naquele cuzinho espremido. E se... Depois ele toma conta do jogo, e a penetra de frente, depois de quatro. O poder de antes. O poder do esfincter cede a coxas portentosas, mãos que aprisionam esse desejo de quadris se chocando: "Foge, não", ele ordena, mas com a doçura da veia já embriagada de prazer... Ela aperta o soalho da pelve, o mais que pode... ele goza rápido então. Mas ela o quer ainda, suado, um tanto desmaiado, pesando 96 sobre seus 47 kg de pura franguinha, arfando de tanto beijar seu pescoço, de esfregar suas costas, quase chorando ao tatear pálpebras, cílios adormecidos: "Oi, meu querido, que bom que você chegou... Te amo..."
Bj, te adoro...
Vc conhece esses dois?
A vontade era lhe dar um tapa na cara. Sempre atraso, sempre os outros. Saiu-lhe uma mordida na lingua. Mas foi no primeiro beijo, o de acolhida, o da boa anfitriã. Que, como sói, abre logo as portas, digo as pernas, enquanto ele afrouxa o cinto e permite a saída do lento e majestoso pau. Entre testar sua umidade e provar seu gosto na ponta do dedo médio foi o tempo de um gemido e uns dois beijos no pescoço, sentindo o frêmito de lábios, daquele volume túrgido nos seus pelos, de mãos (as suas próprias) procurando as dele, sua cabeça que se inclina e seus joelhos que se dobram. A boca que mordeu se abre pra lamber e chupar a pica do homem... Poderia haver vingança melhor do que reter suas bolas entre seus dentes? Não. Ele treme, quase grita. De dor? Mas ela já não o quer machucar... Prefere continuar sugando-o enquanto oferece toda sua vulva, suas entranhas para que as penetre uma lingua viva e molenga. Que as raspe uma barba de alguns dias. Imagina a paisagem que se lhe descortina: o cu. O olho naquele cuzinho espremido. E se... Depois ele toma conta do jogo, e a penetra de frente, depois de quatro. O poder de antes. O poder do esfincter cede a coxas portentosas, mãos que aprisionam esse desejo de quadris se chocando: "Foge, não", ele ordena, mas com a doçura da veia já embriagada de prazer... Ela aperta o soalho da pelve, o mais que pode... ele goza rápido então. Mas ela o quer ainda, suado, um tanto desmaiado, pesando 96 sobre seus 47 kg de pura franguinha, arfando de tanto beijar seu pescoço, de esfregar suas costas, quase chorando ao tatear pálpebras, cílios adormecidos: "Oi, meu querido, que bom que você chegou... Te amo..."
Bj, te adoro...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
7 de setembro
escrevi um poema na folha
de árvore
de alegre levei com água
lavei com lágrima
sequei com tremura (meus dedos)
beijei com fissura (tua boca)
te quis na nervura
tenro, suave, teso
enquanto passa (quieto)
o feriado na praça
de árvore
de alegre levei com água
lavei com lágrima
sequei com tremura (meus dedos)
beijei com fissura (tua boca)
te quis na nervura
tenro, suave, teso
enquanto passa (quieto)
o feriado na praça
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Cama de gato
Pra ler muito rápido: "cama de gato/ cama te cato/ gama de gato/ grama de grato/ prano de prato/ pano de pato/ goma de bato/ goma de barato/ gosto de rato/ foge! do gato!!!
Com minhas parceiras Sofia e Jac...
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Teu nome
Teu nome não escrevo
Desenho 2 facas, gêmeas
Ouço 2 aliterações de ratos
(que roem)
no meio, o n de nada navega
divaga, vagueia
Tateia
meu corpo de sons, choques
e luas cheias
Teu nome entra
cria gotas de suor
(e dores)
pele de amor e rima
Fina e leve (eu por cima)
densa, encaixo (eu por baixo)
Teu nome entrou, cortante
- e a neblina
Desenho 2 facas, gêmeas
Ouço 2 aliterações de ratos
(que roem)
no meio, o n de nada navega
divaga, vagueia
Tateia
meu corpo de sons, choques
e luas cheias
Teu nome entra
cria gotas de suor
(e dores)
pele de amor e rima
Fina e leve (eu por cima)
densa, encaixo (eu por baixo)
Teu nome entrou, cortante
- e a neblina
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