quarta-feira, 31 de agosto de 2011

bisonho

pois esse amor é assim, belo aos trapos,
aos traços (de audiência), ninguém nem viu (nem pode ver)
o amor escondido no segundo andar (do motel)
no terceiro molar (que já devia ter arrancado), do sizo
no quarto de paredes sem juízo
onde uma cama é um ringue
tem um amor de macaco
(cheiro gosto e tato)
como e entra o mundo, entras tu
meu amor bisonho
e dizes: duas vezes sonho...

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