sábado, 12 de março de 2011

Lugar comum

Meu querido W,

A primeira vez a gente não esquece. A frase é um lugar comum. Será comum de corriqueiro ou de familiar? E por que repetimos? Precisamos voltar pra lá... será por que nos é familiar? Acho que não. Voltamos por que esquecemos algo...

Naquele dia vc não tinha esquecido de nada. Nem do terno, nem da camisa e nem dos sapatos e das meias. E eu... perdida... fora do lugar comum.
Pra disfarçar, comecei a catar brinquedinhos no chão.
Então... encontrei com os meus joelhos encostados no assoalho escuro, redondinhos, as coxas brancas saindo do shortinho. Achei bonito. Percebi q vc olhava pra mesma coisa. Ia gostando daquela mulher doce e submissa, sensual sem saber (virginal?), uma gueixa sem o treino e o kimono.Qual de nós gostava mais dela?
Entre o receio e o gosto recém adquirido pelo jogo, optei pelo último. Levantei ágil, virei de costas, caminhei até a estante, estiquei o corpo... Podia sentir teu olhar me encaixando, calcanhar, cavo dos joelhos, coxa e bumbum. Comecei a respirar fundo e podia gemer lá mesmo, encostada na parede, só desse olhar pousado de desejo.
Dali a instantes quando tua lingua me lambia em ondas, primeiro na boca e depois no sexo, foi tudo fácil, minhas pernas se abriam ao redor da tua cintura, tirei a blusa, teu pau me rasgava, teu peso e teus pelos a me afagar... Vou me afogar... Demorou, não, ficou rápido... tenho medo, mas quero vc demais, dói, entra mais fundo, me machuca, me abraça, sou tua... não sou de ninguém.
De onde foi que aquela mulher, de certezas, que virou menina e se tornou mulher, de nudezas (uma outra, uma qualquer)?

Voltei pra pegar o que eu tinha esquecido: 2 olhares e um par de joelhos

Um bj, baby

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