sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um presente

Meu querido W,

Da última vez (como de todas as outras) tinha uma escada. Não queria nunca que ela terminasse. Assim que vc me tomou, de leve, mas de surpresa, sua boca ia roçando meu pescoço, e eu ia subindo devagar, pode me comer, eu pensava. O mundo acabou. Aqui mesmo... Só tem esse calor, do teu corpo, um passo lento majestoso, essa língua nas encostas. Subimos. Me morde, quero te beijar, também quero te chupar. Tudo isso e teu pau duro. Abri a porta, vc abriu a calça. Inventa uma desculpa pra eu ir lá e te pegar. Parte do jogo, tira minha roupa pra eu ser tua. Minha língua tua pele. Muito excitado (s) naquela primeira jorradinha, (docinha, provei e vc nem viu), vc queria embaixo eu queria por cima. Parte do jogo, quero te olhar enquanto vc me fode. Vc olhou, tremeu, várias vezes, depois beijou minha testa. Acabou a festa. Não queria nunca que ela terminasse.
Tudo isso passado. O passado na ilha de edição da memória. O passado já era e o futuro ainda não foi. Então só temos o presente. Meu presente. Te escrever. Vc aceita?

Bj em ti

de barco no Pantanal

sou tão pequena
me sinto grande
nesse horizonte vasto...
e já não me basto

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Casinha

Tenho palavras de montão
(pra te cantar, meu belo)
E gosto de brincar de
casinha, na moradinha.
Não corte tão rente
(vc não sente?)
minha onda, meu cabelo.
Então sou feliz.
Pra sempre.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Chuvarada (versão pro blog)

Oi querido

Ontem vi o começo da chuvarada. No cimento quente do jardim as primeiras gotas caiam, pra logo depois evaporarem, virando sensação de umidade. Sempre gostei desse momento, tranformação física ou mágica, o que seria? Refazendo a pergunta, o que é melhor que seja? Se fosse eu e você, seria eu, fervida, te recebendo e querendo mais... Amor físico ou sonho?
O cheiro acre de terra molhada fica batendo no rinencéfalo: menina chica-chica, enxurrada, barquinho de jornal, fugi de casa, vi a correnteza de perto, velocidade, sucção, entregar (o barco), tragar, estragar (o barco afunda). Temporal em curso, eu mulher já grande, rio da pequena aventura, gosto demais do rio da entrega e da arrebatação, sonho de corpo molhado, de sim, eu quero. Depois da chuva, alcanço a margem lá pra baixo, ficou firme? Veremos...
Cara, a natureza fala... e tem minha voz...
De sereia tua,

Bj, te adoro

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

pé de moleque

abro um envelope estranho
não meço mais o tamanho
do meu coração
fruta caramelada
do calor de tantos olhos
atentos, de pés de moleque

domingo, 9 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

On the road (versão para o blog)

Na estrada, dirige-se. Paisagens digeridas de cartão postal, favelas. Celular no viva voz, horário pra chegar, muitos assuntos pra resolver, são como caminhos em paralelo, percorridos simultaneamente. De repente... vontade doida de fazer xixi. Ups! Pára-se no acostamento, olha-se pros lados, saindo do carro (...), ai que alívio (ou delícia? xixi dá aquele arrepio nas costas...). E por que não? Pode ser...
que eu saia detrás de uma árvore, pode ser que vc me pegue pra si, me vire de costas, me beija, eu gosto assim e tire minha roupa. Eu tiro teu pau (uma seta apontada pras estrelas) pra fora, espera, ele é lindo...Que estrela, meu, é dia! Ninguém vai ver, quero gozar na tua boquinha, eu também quero, hmmm gostoso, me beija de novo... O alarme tocou 4 vezes,
eu vou.
Entra-se no carro (vlamm!) e segue-se mainstream.
E quanto amor é pouco, e quanto amor é muito? Pequenas superfícies, gestos delicados de um filme de ação.
Muito bom, corta!

Beijo em ti, que sinto nas minhas mãos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

sonho

sonhei-me
nos teus braços
em beijo
cruzados assim
assustados!
(somos vigiados)
ainda assim demorados
(meu olho teu joelho minha mão teu peito)
e respirados
delicada minha boca
no teu ouvido, rompido
canal de intrépido lambido