sábado, 25 de dezembro de 2010

as flores do mato

I. Das flores que colhi
pra mais de uma
pensei em ti
(na rua úmida, pedra deslocada
canela arranhada).
Flor de chão, de rasgo,
de desnutrição
(seus cílios belos e comprimidos)
de coração engarrafado
na Marginal (que tenta
manter a correção).

II. No vaso, se enrijecem.
Meu bem, do mal
que tu fazes
elas nem percebem.

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