quarta-feira, 30 de novembro de 2011

porta retrato

as samambaias no muro
rachado
o mendigo jogado
sobre o lixo deitado
na viela
chego e abro a janela
encaixe preciso
porta retrato

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Corpos celestes

Tu, respiras em meu cálice. E eu, me abandono ao meio.
Daqui da Terra não tem nada igual.
Tens doçura pelo rosto, baby... Deixo minha vontade te absorver...
Dizes "Tudo!" Então é gol, é try, é carnaval. Multidão e os pelos da tua nuca. Pra cima e pra baixo. Gravidade. Flutua a minha doçura, a minha, sua... minha mão, ou a sua?

Até a noite chegar, até o sol se apagar, nesse dia e no próximo, e no próximo do próximo, aproximadamente.
Aproximam-se nossos corpos celestes...

lovestories - abstract

então me apaixonei perdidamente naquele dia porque tinha alguma coisa errada em vc. aliás não, ao contrário, tava tudo errado com vc, só seu email, cara, só isso, tava certo. (e a hora da aula) depois disso foi assim: vc situado no castelo, e eu perdida no fosso. a colher rosas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

novas aventuras da mariposa estrábica

pode voar (e voa!)
não sabe onde pousar
deita-se no meio-fio (e sonha)
dez segundos antes
da enxurrada jorrar

domingo, 13 de novembro de 2011

Plano de vôo

Suo, escorro,
exalo. Leve.
Tu, respiras em meu
cálice.
Suave, repousas.
(O plano de vôo não incluia ser uma mariposa.
Estrábica.)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

as capuchinhas

para elas
diademas e diamantes, diáspora
eterna pra sempre durar
para mim, Diadorim
as capuchinhas,
lilazes, meus lábios entre os teus
jazem, já sei
de 24 segundos
de vida
pois que vida (intrauterina)
e suave, seiva, queima,
sofreguidão

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ciúme

amor,
tá na minha mão
tá na tua mente
mente, diz q me ama
escorro a dor
escondes o controle
(remoto) na casa vitoriana

posso, a que horas?
posso e vou
acredito na tua língua
quando ela não diz